13 de jan de 2017

O Oba Oba na hora de quimicar os próprios cabelos e o dos outros.

Essa postagem é um desabafo a cerca das perguntas que costumo receber tanto aqui no blog, canal no youtube, formulário de contato e na fanpage em off.

Estou impressionada com o oba oba quando a pessoa resolve passar química em casa por conta própria e até mesmo no cabelo alheio, que é pior, pois uma coisa é fazer no próprio cabelo que já é algo sério, mas cada um responde por si próprio.
Mas outra coisa e fazer no cabelo do próximo e não saber nem fazer uma simples anamnésia do fio para verificar se está apto para o procedimento quimico. E nem preciso lembrar que há permanentes profissionais com forças diferentes para cada necessidade capilar, se você não sabe lidar e quer arriscar a fazer em outra cabeça, peço humildemente que reveja seus conceitos e faça uma especialização na área.

Gente eu nunca fui uma pessoa curiosa nessa questão, mas sempre tive um olhar investigativo do que as profissionais faziam nos meus cabelos quando eu frequentava salão.

Quando eu me dispus a fazer o meu próprio permanente, eu já fazia há anos com profissinais.
Só que sempre observei o modo de fazer, sempre questionei, eu nunca sentei numa cadeira de salão para ler uma revista ou simplesmente ficar olhando em direção a Tv, não cito facebook nem algum tipo de rede social pois quando comecei a fazer meu cabelo em salão não existia essas redes sociais e principalmente celular com camera(anos 90).

E eu tudo observava, principalmente se eu estava na cadeira de espera, aguardando outra pessoa terminar de fazer o permanente.

E o meu cabelo era sempre o mais dificil de fazer, pois enquanto todo mundo saia com o cabelo bonito, a profissional tava lá batalhando para tentar enrolar meus cabelos, que só pegava no bigudin n.1, e depois de muito vaporizador e umas luzes de led vermelha que não lembro o nome no momento. Meu cabelo era muito dificil de enrolar com o softshen, apesar de ficar bonito, eu via todo mundo indo embora e eu ficando. E como cada cabeça é uma sentença, só fui encontrar sossego no permanente afro.

Eu era aquela que sempre perguntava tudo, o que estava sendo feito, o porquê daquele procedimento, como deveria cuidar, se havia algum creme além daqueles vendidos nos salão que eu pudesse adquirir caso acabasse se eu estivesse sem dinheiro. Enquanto ela processava os fios com o permanente eu olhava fixamente para o espelho acompanhando cada movimento.

Para mim era um privilégio ter uma profissional fazendo meu cabelo, além de profissional eu dei a sorte de ser uma profissional aberta, que não escondia segredos, sabe aquela besteirada de profissional que já sai da salinha com um pote cheio de creme e a gente não sabe nem a proveniência daquilo?
Mas vou ser sincera que, nas vezes que passei por essa situação, eu nunca mais voltava ao salão. Não confio em quem quer por produto escondido no cabelo alheio, isso é falta de ética. O cliente tem o direito de saber o que está sendo usado. Não aceite essa postura do seu cabeleireiro.
Você tem o direito de saber o que usam no seu cabelo, isso é uma questão de saúde e segurança.

Mas voltando ao tópico, a curiosidade não é o suficiente para fazer seu próprio cabelo em casa. Tem que ter algum conhecimento acerca da química que quer usar.  Conhecimento do seu próprio cabelo, compatibilidades químicas, ler bastante, pesquisar sobre o produto, tempo de espera, saber os tratamentos de manutenção que vai precisar antes e após. Conhecer as compatibilidades químicas, respeitar o tempo entre uma química e outra, vejo pessoas preocupadas com a raiz que já cresceu 2cm, porém manutenção e tratamento que é bom: nada.

Outra coisa: eu to farta de saber que quimica
se começa a fazer pela nuca que é a parte fria, mas como eu fazia meu cabelo sozinha, era impossivel pra mim essa habilidade em mim mesma, por isso sempre começava pela frente,  aff, como eu já falei, conheço meu cabelo e ele aguentava. E tem gente implicando com isso até hoje quando ver o video. Só aviso que meu video não é uma video aula, mas um compartilhamento de como eu fazia o procedimento em mim.

Ler e pesquisar sobre porosidade e tipos de fios deve ser leitura obrigatória.
Uma vez me questionaram se a pessoa teria que ser obrigada a fazer curso.
Seria o ideal, tem tanto curso gratuito como na faetec, ongs, associações que ensinam o básico, assim como os mais especializados.
 Mas para quem não deseja, tem a obrigação de pesquisar antes de se aventurar a fazer algo sozinha se nem conhece o nivel de porosidade dos seus fios. Lógico que não temos aparelhagem carissima de ultima geração em casa, mas podemos fazer o teste do copo com água.
Um cabelo quimicado tem muito mais porosidade do quem um cabelo natural que não foi descolorido.
Saber usar a queratina, saber quando deve ser feitas as hidratações e nutrições. De que adianta dizer que usa produto caro se não sabe nem quando deve ser feito os passos do cronograma.
Lembro quando fiz meu primeiro cronograma(clique aqui), algumas pessoas falaram que era exagero a tabela que escolhi. Meu cabelo estava extremamente poroso e ressecado e consegui recuperar.
Então menina(o)s, pesquisem, vejam videos, leiam as postagens, artigos, conversem com profissionais se for possível, para fazer os cabelos sozinhos, o primeiro passo para o sucesso é conhecer seu próprio cabelo.

Sim, estou natural. Mas não posso deixar de falar sobre isso. E sempre que me der na telha eu vou falar.

Um cabelo quimicado e bem tratado pode ficar muito bonito sim, eu seria hipócrita se falasse que não. Mas também pode ficar destruido. Portanto, precisamos falar sobre isso.

Beijos.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários são moderados. Se fez uma pergunta, volte para ler sua resposta
Seu comentário é muito importante!! Então peço que deixe seu nome/url
(identifique-se)

******Atenção críticas construtivas serão aceitas, mas comentários ofensivos serão deletados. O Blog da Preta respeita o leitor, portanto respeite a autora.*******
O art. 5° da constituição federal diz:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;


Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
onselectstart='return false'